Histórico
A história do Núcleo de Criação Gustavo Silvestre começa antes de sua formação. Suas raízes estão na trajetória de seu diretor artístico e em mais de duas décadas de experiências entre dança, teatro e audiovisual que, gradualmente, deram origem a uma pesquisa e a uma linguagem próprias.
Gustavo Silvestre iniciou seus estudos em artes cênicas em 2002, por meio de cursos livres de teatro realizados no Centro Cultural Martim Cererê, em Goiânia. Em 2004, aproximou-se também da dança, com formação em balé e dança contemporânea no Centro Livre de Artes e no Basileu França. Desde então, teatro e dança passaram a coexistir em sua trajetória.
Em 2006, ingressou nos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (UFG). Paralelamente à formação acadêmica, integrou diferentes grupos e companhias, entre eles Nômades Grupo de Dança, Quasar Jovem, Cia DasLos, Cia Teatral Oops!.. e LabTIME – Laboratório de Tecnologia da Informação e Mídias Educacionais.
A experiência profissional se amplia a partir de 2008, quando passa a integrar a Cia de Dança Contágius, de Palmas (TO), permanecendo vinculada ao grupo até 2012. Em 2013, após concluir sua graduação, muda-se para Belo Horizonte (MG) e integra a Cia Mário Nascimento. No ano seguinte, é selecionado para a Cia de Dança Palácio das Artes, onde atua como intérprete até 2018. De volta a Goiânia, passa a integrar a Quasar Cia de Dança, permanecendo em seu elenco até 2023.
Depois de muitos anos dedicados principalmente ao trabalho como intérprete, um novo campo começa a transformar sua pesquisa. Em 2019, Gustavo retorna à universidade para cursar Cinema e Audiovisual na Universidade Estadual de Goiás (UEG). O encontro com o cinema possibilita novas formas de articular experiências acumuladas no teatro e na dança e torna-se determinante para o desenvolvimento de uma linguagem autoral entre corpo, cena e imagem.
É desse cruzamento que surgem, a partir de 2021, seus primeiros trabalhos autorais para o audiovisual e, posteriormente, para a cena. Em 2022, com a estreia de “Metamorfose”, inicia uma nova etapa de sua trajetória, agora não apenas como intérprete, mas também à frente de seus próprios processos de criação.
As obras crescem, começam a circular pelo Brasil e pelo exterior e passam a reunir diferentes artistas e profissionais em seus processos. O que inicialmente se organizava em torno da produção dos trabalhos de Gustavo começa, então, a adquirir continuidade: forma-se uma equipe, amplia-se o repertório, estruturam-se novas pesquisas e, em 2025, é inaugurado o Estúdio Silvestre, criando uma sede para o desenvolvimento dessas atividades.
É desse percurso que se consolida o Núcleo de Criação Gustavo Silvestre.
Um projeto artístico construído a partir de mais de duas décadas de experiências, mas que deixa de se limitar à trajetória individual de seu diretor para se estabelecer como um espaço de criação continuada, encontro entre artistas e desenvolvimento de pesquisas em dança, teatro e audiovisual.
